| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | T. caerulescens |
A choca-da-mata é uma ave da ordem Passeriformes, da família Thamnophilidae. Também chamada de ana-choca (Rio Grande do Sul).
O gênero Thamnophilus ainda é motivo de muitas controvérsias entre os ornitólogos, que ainda não chegaram a conclusões bem fundamentadas sobre o status taxonômico de boa parte de suas espécies, inclusive a choca-da-mata. Seu nome em inglês, variable antshrike, diz muito sobre sua aparência, que é de fato muito variável. Existem pelo menos 12 subespécies e talvez algumas delas ainda sejam separadas em espécies distintas. Como se não bastasse, ainda há uma outra espécie, na verdade um grupo de subespécies, que têm sido elevadas a espécies, como é o das chocas-pintalgadas (Thamnophilus punctatus), muito parecidas com as chocas-barradas, mas tendendo a apresentar uma coroa mais negra e as manchas das asas e da cauda mais definidas.
Seu nome científico significa: do (grego) thamnos = arbusto; e -philos = que adora, que ama; e do (latim) caerulescens, caeruleus = azulado, azul escuro. ⇒ (Pássaro) azulado que adora arbustos.
Mede entre 14 e 16 centímetros de comprimento e pesa entre 15 e 24 gramas.
Apresenta dimorfismo sexual, a coloração do macho é meio acinzentada, o alto da cabeça é negro e o ventre é mais claro. Já a fêmea distingue-se pela plumagem parda. Ambos os sexos possuem pintas claras nas asas.
Uma característica que distingue esta espécie de outras chocas é a falta de pintas ou barras escuras ou de manchas pardas no macho.
Provavelmente a choca mais comum das bordas de mata do Brasil não amazônico, a choca-da-mata é na verdade um complexo de subespécies que compreende algumas populações provavelmente merecedoras do status de espécie, seja pela coloração, pelo isolamento geográfico ou pela vocalização, como é o caso da subespécie do nordeste (Thamnophilus caerulescens cearensis), com vocalização claramente distinta das populações ao sul.
Costuma emitir um apelo audível, parecendo um “gá-a”, “gá-a”, com acentuação mais forte na primeira sílaba.
Possui oito subespécies reconhecidas:
| Fotos das subespécies de (Thamnophilus caerulescens) | |||
|---|---|---|---|
| (ssp. caerulescens) | (ssp. gilvigaster) | ||
| (ssp. ochraceiventer) | (ssp. cearensis) | ||
| (ssp. paraguayensis) | (ssp. melanochrous) | ||
Assim como outras chocas, alimenta-se basicamente de insetos que captura ao inspecionar as folhas e os caules de trepadeiras, mas também pode incluir pequenos frutos em sua dieta.
O ninho é uma pequena tigela feita a base de gravetos sobre uma forquilha de árvore ou nas ramagens de trepadeiras. O casal se reveza na construção do ninho e alimentação dos filhotes, que costumam ser dois, mas já foram relatados casos em que o macho abandonou o ninho e a fêmea criou os dois filhotes sozinha e com sucesso. Põe dois ovos claros/sujos com pintas e desenhos pela superfície.
Na Região Sudeste sua vocalização consiste em um canto que lembra algo como “au”, repetido cerca de seis vezes consecutivas. Existe uma vocalização mais aguda e menos intensa, um piado curto que o casal emite enquanto se desloca, como se fosse uma conversa entre os dois.
É uma espécie encontrada geralmente aos casais nos estratos médios e inferiores de florestas secundárias, nas matas de galeria e bordas de matas densas, pulando por entre as ramagens, trepadeiras e cipós. Aparentemente vem ganhando espaço nas regiões urbanizadas mais arborizadas como parques e pomares.
Seu nervosismo pode ser observado pelo movimento da cauda e do píleo. Costuma abaixar lentamente a cauda. Locomove-se predominantemente saltando, seja pela ramaria ou no solo. Pode ser vista remexendo as ramagens e folhas.
corre desde o Ceará em direção ao sul, passando pelo CO, SE e S do Brasil, além dos países vizinhos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru.